Uma das poucas coisas que sei sobre mim, e que nunca mudou, é a vontade de sempre querer amar. Não importa se é alguém ou algo: busco sempre um ou outro para ser objeto do meu amor.
Por si, o amor nunca está só. Nunca consegui conceber a idéia de que o amor é um sentimento apenas, e não uma mistura de tantos outros - muitas vezes opostos. Talvez seja por isso que amar é exaustivo, mas indispensável.
Não sou seduzida por suas grandiosidades e extravagâncias; estas apenas me surpreendem. O que me faz explodir por dentro é como o corpo que ama sempre busca a coisa amada; olhando, tocando, abraçando. Querendo sentir. É essa minimidade do amor, com seus gestos constantes. Sua frequência quase imperceptível, mas fundamental.
O fato é que o amor nunca me foi cotidiano.
E, mesmo buscando incansavelmente por formas de multiplicar e dividir meu amor, minha vida se constitui basicamente da fugacidade e inconstância da paixão, do momento.
Afinal, não há como amar só.
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3 comentários:
"Amar também é bom: porque o amor é difícil. O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação. Por isso, pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo, não sabem amar: tem que aprendê-lo."
Rainer Maria Rilke - Cartas a um jovem poeta.
Conti....
"Com todo o seu ser, com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário, medroso e palpitante, devem aprender a amar. Mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura. Assim, para quem ama, o amor , por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento cada vez mais intenso e profundo. O amor antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. Que sentido teria com efeito, a união com algo não esclarecido, inacabado, dependente?"
Rilke.
"O que me faz explodir por dentro é como o corpo que ama sempre busca a coisa amada; olhando, tocando, abraçando."
Simplesmente lindo. :)
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