sábado, 20 de setembro de 2008

Afinal, ele é um José.

José é um José como tantos outros. Gosta da vida...daquela sensação das coisas novas, das conquistas e da liberdade.

Afinal, ele é um José.

Não consegue ficar só. Digo; até consegue - e gosta -, mas prefere se espalhar em forma de pedaços, em troca de tantos outros pedaços, quase de graça e sem muito esforço. Acaba que os pedaços, para o José, são como aquele chocolate que não tem como ficar sem comer muito tempo, mas que nunca dá pra comer muito de uma vez só.


Algumas vezes os pedaços do José ferem os mais sensíveis, cortando de leve...incomodando no começo, mas logo se tornando apenas qualquer outro pedaço igual ao de qualquer outro José.
E os pedaços do José, de tão espalhados, se tornam miúdos. Praticamente insignificantes.

Afinal, ele é um José.

O que o José não sabe é que quem é de verdade em tudo o que faz não gosta só de pedaços de alguém - muito menos de Josés. Gosta mesmo é do completo; do que é inteiro. do que satisfaz.

E o pequeno pedaço dele, amostra grátis apenas, não sacia sequer o desejo que o José traz em si...Quem dirá o desejo de quem (por sorte ou azar) o aceitou.

Típico de um José.

De um , na verdade.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ótima postagem.