quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Amo como ama o amor.

Uma das poucas coisas que sei sobre mim, e que nunca mudou, é a vontade de sempre querer amar. Não importa se é alguém ou algo: busco sempre um ou outro para ser objeto do meu amor.

Por si, o amor nunca está só. Nunca consegui conceber a idéia de que o amor é um sentimento apenas, e não uma mistura de tantos outros - muitas vezes opostos. Talvez seja por isso que amar é exaustivo, mas indispensável.

Não sou seduzida por suas grandiosidades e extravagâncias; estas apenas me surpreendem. O que me faz explodir por dentro é como o corpo que ama sempre busca a coisa amada; olhando, tocando, abraçando. Querendo sentir. É essa minimidade do amor, com seus gestos constantes. Sua frequência quase imperceptível, mas fundamental.

O fato é que o amor nunca me foi cotidiano.

E, mesmo buscando incansavelmente por formas de multiplicar e dividir meu amor, minha vida se constitui basicamente da fugacidade e inconstância da paixão, do momento.

Afinal, não há como amar só.