sábado, 26 de dezembro de 2009

03:15

Sou ridícula. Vago por aí, sem sair do lugar, buscando alguéns para conversar, para nada. Para pasar o tempo que, nessas horas, é infinito para mim. Sono, hoje em dia, tem sido um luxo, porque a mente não para. Consequentemente, meu corpo também não. Me vejo com outros, com oque eu penso que os outros poderiam me oferecer. Idiotice. Idéias da minha cabeça, sendo exteriorizadas, criando expectativas que não serão cumpridas e me decepcionarão. Me vejo só, e na maioria das vezes feliz. O problema são esses lapsos, esses desencontros que tenho de mim, essa vontade de econtrar, de buscar.
Feliz é que tenho milhares de quilômetros, muitas distâncias além da física, que impedem qualquer tipo de aproximação de qualquer coisa que seria um prelúdio para uma hemorragia.
Idiotas não aprendem. esquecem rápido da dor. Que idéia fraca, e tão humana....mais que idéia; desejo. De ter, por uma noite ou duas, alguém que realmente valha a pena. Que faça 24 ou 48 horas equivalentes a três ou quatro semanas. Desejar alguém que não existe além dos limites do meu cérebro, tão racional e que gosta de não o ser. Que brinca de ser outra coisa, faz parceria com o peito e me fazem buscar nos outros minhas idéias, meus conceitos. No fim, ninguém serve. Não é você, é o que eu quero que você seja, e o que eu valorizo para que você seja. É isso que quero:
Uma intensidade não só minha. Algo que me canse, que me esgote de todas as formas possíveis. Que me absorva, me inspire.
Ser inteira, e ao mesmo tempo me espalhar através de batimentos cardíacos, por todo um outro corpo, sair pelos poros, como suor. Como o sangue.
Me ramificar, enraizar, prender. Sugar.
Um orgasmo.
Mil orgasmos.



Até a exaustão.

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